segunda-feira, 22 de abril de 2019

História contada “A Galinha Feliz”

CEI Gente Miúda
Turma da Nuvenzinha – BI
Professora: Rosmary
Baú das historinhas tem como objetivo estimular e despertar o interesse pela leitura, encantando e desenvolvendo a criança com o imaginário o mudo do faz de conta, as histórias estão presentes diariamente no CEI.
Demostrando interesse ao ouvir a historia lida, observando ilustrações e os movimentos de leitura do professor.






“ATRAVÉS DOS SENTIDOS, DESCOBRIMOS O MUNDO”

Turma do Coração - BV
Professora Janelize

O projeto socioemocinal possibilita trabalhar o autocontrole e os sentimentos, essa semana vivenciamos experiências voltadas ao objetivo de tranquiliza-los, acalma-los e de compreender emoções. Foi por meio deste que desenvolvi com as crianças da faixa etária de 2 anos e 5 meses a 3 anos um aromatizador de ambiente, onde elas puderam cheirar cravo, canela e fragrância de chocolate, depois de explorar o cheiro de cada objeto olfativo, cada criança fez o seu aromatizador, com ajuda da professora, resultado com êxito, aprenderam a manter a calma, esperar sua vez mantendo assim boa interação social com os colegas.

Leitura e Escrita


AEE/ Apoio Pedagógico
Professora: Monica Denzer

                                            
Objetivo da atividade foi envolver a leitura e a escrita e outras tarefas de classificação, orientação temporal e espacial, discriminação visual. Aprender a escrever com ortografia correta é um processo gradual que se inicia na alfabetização. Este livro, segundo volume da Coleção de atividades da autora (Simaia Sampaio), tem como finalidade promover um trabalho de reabilitação ortográfica, buscando estimular a rota lexical. Tendo assim um trabalho direcionado à aquisição da leitura e da escrita.






Conselho de classe

 tudo o que você precisa saber para organizar um bom encontro

Por Amanda Viegas
O diálogo e o alinhamento entre professores, coordenadores pedagógicos e diretores são fundamentais para que a escola consiga atingir suas metas e levar adiante o desafio de melhorar o desempenho e engajamento de todos os alunos, elevando os resultados da instituição de ensino como um todo.
O conselho de classe é um dos momentos mais importantes no fomento dessa coesão entre os professores e a equipe pedagógica. No entanto, por falta de informação e organização, muitas escolas acabam não aproveitando tão bem essa oportunidade, limitando-se a discussões pouco produtivas ou mesmo gerando mais conflitos do que soluções.
Preparamos este artigo para auxiliar a escola no planejamento do conselho de classe. Confira!

1. O que é o conselho de classe

O conselho de classe consiste em uma reunião realizada regularmente — a cada bimestre, trimestre ou semestre, por exemplo — entre os professores, os coordenadores pedagógicos e os diretores da escola.
Nele, são analisados diversos aspectos do desempenho dos alunos a fim de se deliberar a respeito de estratégias que poderão trazer melhorias no processo pedagógico.

2. Competências do conselho de classe

A lista exata de competências de um conselho dependerá, entre outros fatores, principalmente do momento de realização do encontro.
Conselhos reunidos em diferentes etapas do ano letivo deverão se preocupar com deliberações distintas, podendo ir desde uma discussão mais breve, focada em problemas pontuais, a cada bimestre, a debates mais longos, no final de um semestre, que visam a avaliar o desempenho de cada estudante de maneira mais individualizada e tomar decisões mais importantes.
De qualquer modo, tanto em um caso quanto no outro, pode-se dizer que compete ao conselho de classe:
  • Avaliar e analisar o aprendizado dos estudantes (seja um a um ou como um todo);
  • Examinar o desempenho dos docentes em relação a cada turma;
  • Determinar, sempre que possível, a eficácia das estratégias já empregadas;
  • Verificar a adequação de cada turma e disciplina à grade curricular proposta.

3. Objetivos do conselho de classe

Se o diagnóstico constante em diversos níveis é a maior competência do conselho de classe, isso não significa, contudo — e é essencial esclarecê-lo junto à equipe —, que o encontro seja uma espécie de “teste” para docentes e coordenadores pedagógicos, separando aqueles que obtiveram sucesso daqueles que falharam.
O conselho não tem como objetivo penalizar quem tem tido dificuldade em alcançar seus objetivos. Contudo, ele visa a abrir espaço para que as causas de qualquer tipo de desafio sejam levantadas, analisadas da maneira mais imparcial possível e solucionadas com o apoio de todo o time.
Para garantir a sua eficiência, é importante manter a ideia de que o conselho é mais um grupo de apoio mútuo com o objetivo de fazer todos avançarem, dos funcionários aos alunos, passando pelos professores e coordenadores.
Diante disso, podemos dizer que entre os principais objetivos de um conselho de classe, independentemente de seu tamanho ou da época em que é convocado, estão:
  • Procurar entender as possíveis razões do mau desempenho de um aluno ou de uma turma, sem atribuir essa causa a um “culpado”;
  • Promover o trabalho em equipe não competitivo entre os docentes e coordenadores, estimulando a troca de ideias e o bom relacionamento entre todos;
  • Levantar possíveis soluções para problemas (relacionados a estudantes específicos ou a turmas inteiras), sem desconsiderar o contexto familiar e psicológico por trás de resultados negativos;
  • Fomentar a autoavaliação constante entre todos os profissionais;
  • Elaborar novas estratégias (ou aprimorar as já existentes) para atingir resultados melhores e/ou manter o bom desempenho geral no futuro.

4. A importância do conselho de classe

Muito além de representar um momento de discussão sobre alunos específicos, levantando problemas e, em última instância, tomando decisões a respeito da sua aprovação ou reprovação no final do ano, o conselho de classe serve para debater uma ampla variedade de temas que concernem o desempenho de toda a escola.
Confira a seguir alguns dos mais relevantes benefícios dessa reunião e entenda por que é importante realizá-la com cuidado e eficácia, de maneira regular:

Garantir a avaliação e melhoria constante

Em primeiro lugar, o conselho se funda na necessidade de se reunir todo o time para avaliar a situação e o desempenho da escola (como um todo, das turmas e disciplinas e individualmente), no intuito de diagnosticar e tratar problemas que estão impedindo seu progresso em todos os níveis.
Trata-se de uma oportunidade extremamente valiosa para entender os resultados da escola, reforçar a missão e os valores da instituição e alinhar a ação de todos os profissionais para cumprir com esses preceitos.
Sendo assim, o conselho serve para guiar o trabalho de toda a comunidade escolar, redirecionando-a para os objetivos da instituição sempre que ocorrer algum desvio natural.
Dessa maneira, a escola garante uma melhoria constante do relacionamento entre professores, alunos e equipe pedagógica, do desempenho de cada um deles e da aderência da instituição de ensino como um todo aos fins aos que ela mesma se propõe.

Promover a gestão democrática na escola

A gestão democrática é um dos maiores desafios enfrentados pelos diretores de uma escola. Entretanto, além de muito importante para cumprir com as expectativas de toda a comunidade escolar, ela ainda configura uma exigência do Governo Federal a todas as instituições do país.
O conselho de classe é um passo indispensável em direção a esse objetivo, já que permite a participação de professores e coordenadores pedagógicos em processos significativos de tomada de decisão na escola.
Além disso, o conselho pode se tornar ainda mais democrático ao considerar, ainda, a opinião dos alunos por meio da participação de representantes discentes ou do uso de pesquisas a serem preenchidos pelos estudantes.

Permitir a troca de ideias entre diferentes membros da equipe

Outra vantagem desse encontro é a possibilidade de lidar com as dificuldades sob diferentes perspectivas.
Por meio do diálogo e da troca de ideias, é possível reunir as vivências dos docentes e contrastá-las, esclarecendo quais estratégias e fatores têm levado a cada um desses resultados.
Como consequência, todos os presentes ampliam sua compreensão sobre o grupo ou estudante em questão, permitindo-lhes pensar em novas maneiras de lidarcom eles e fomentando soluções mais criativas para solucionar problemas específicos.

Trabalhar considerando o contexto extraescolar

Os professores e coordenadores nem sempre se lembram de que as dificuldades de alguns estudantes ou classes, principalmente em nível individual, podem estar mais relacionadas ao que acontece fora da escola do que dentro dela.
O conselho escolar abre espaço, assim, para se abordar e levar em conta causas externas para o mau desempenho ou indisciplina desses alunos.
Dessa maneira, é possível cogitar soluções mais eficazes — já que serão considerados os relatos de diversos professores assim como o conhecimento dos coordenadores — e que beneficiam os estudantes de maneira mais global, no lugar de se estender conflitos locais pela falta de entendimento do contexto do aluno como um todo.

5. Dúvidas frequentes sobre o conselho de classe

Confira abaixo as perguntas mais recorrentes sobre esse conceito e entenda melhor como ele funciona:

O que pode e não pode ser determinado no conselho?

Como destacamos nos tópicos anteriores, o conselho de classe não é o lugar de avaliar a competência dos professores e dos coordenadores, apenas a eficácia das metodologias empregadas por eles, sem nenhum julgamento em relação ao trabalho realizado por cada um pessoalmente.
Sendo assim, o conselho não deve determinar nenhuma questão relativa à carreira dos profissionais, como promoções ou demissões.
Por outro lado, essa reunião entre professores, diretores e coordenadores é o momento ideal para deliberar em conjunto sobre como lidar com dificuldades apresentadas pelas turmas ou estudantes.
Isso quer dizer que decisões que envolvam suspensão, expulsão, reprovação ou aprovação condicional dos alunos devem ser tomadas ali, bem como a adoção de novas estratégias de ensino e de avaliação para grupos ou indivíduos especiais.
Para ter certeza daquilo que pode ou não ser determinado pelo conselho, o diretor da escola deve se amparar no próprio regimento escolar, que por sua vez respeita as diretrizes nacionais e locais que regem o funcionamento da escola.

Quem deve participar do conselho de classe?

Um conselho de classe eficiente e representativo deve contar, no mínimo, com a presença de todos os coordenadores pedagógicos, diretores e subdiretores, assim como a maioria dos professores — com concessões para ausências justificadas, claro.
Além desses, o conselho também pode se beneficiar da participação de representantes dos alunos, dos pais e responsáveis e, eventualmente, da comunidade escolar.

Com que frequência o conselho de classe deve se reunir?

Idealmente, os encontros do conselho devem seguir o próprio calendário da escola, de acordo com sua divisão do ano letivo em etapas. Assim, nas escolas com avaliações trimestrais, essa pode ser a frequência de reunião do conselho de classe, enquanto naquelas com exames finais bimestrais, pequenos encontros a cada dois meses podem fazer mais sentido.
Também é indicado, ao definir as datas dos conselhos a cada ano, tentar conciliar a disponibilidade dos professores e coordenadores com a necessidade de se discutir o desempenho de alunos e docentes para elaboração de estratégias mais eficazes. Dessa forma, é possível manter a pertinência dos encontros, sem sobrecarregar os profissionais.
Segundo essa lógica, podem-se dividir as reuniões de conselho de classe em dois tipos:
  • As reuniões bimestrais ou trimestrais, de menor duração, cujo objetivo é monitorar os resultados, levantando dificuldades e avaliando o andamento de estratégias já aplicadas;
  • As reuniões semestrais, nas quais são analisados os dados levantados nos outros encontros a fim de se tomar decisões mais efetivas, abordando todos os obstáculos observados.
Nos encontros mais frequentes, portanto, o foco são problemas mais urgentes e soluções de curto prazo (como casos específicos de estudantes com baixo desempenho, de turmas indisciplinadas ou mesmo ocorrências de bullying), enquanto nas reuniões mais pontuais, no lugar de destacar apenas as dificuldades mais insistentes, discutem-se todos os problemas levantados, refletindo acerca de soluções globais para toda a instituição.

Qual a diferença entre conselho de classe e conselho escolar?

O conselho de classe é composto essencialmente por membros da própria escola. Ainda assim, membros da comunidade escolar podem participar como convidados, sem poder decisório, ainda que estejam ali para enriquecer a discussão.
Do conselho escolar, em contrapartida, fazem parte majoritariamente grupos externos ao corpo docente e à gestão, como representantes dos pais e alunos, além de outros membros da comunidade da qual a instituição faz parte.
Nesse caso, o poder decisório dos grupos externos está relacionado principalmente a questões como o uso de recursos pela escola, a comunicação com os pais, o relacionamento entre alunos e professores e outros assuntos extracurriculares. Logo, eles não têm poder sobre a admissão ou demissão de funcionários e docentes nem responsabilidade sobre o programa de ensino.

6. Dicas práticas para organizar um conselho de classe eficiente

Separamos algumas dicas para que o conselho de classe seja um encontro produtivo, na prática. Acompanhe:

Utilize dados para facilitar as avaliações

Sobretudo nas escolas de maior porte, com um grande número de turmas e alunos, nem sempre é fácil visualizar uma tendência global quando se trabalha apenas com dificuldades individuais ou com ocorrências aparentemente pontuais.
Quando o desempenho dos estudantes passa a fazer parte de um sistema de dados, no entanto, é possível analisar seu desenvolvimento de diversas maneiras. Dessa forma, a identificação de problemas que afetam toda a escola, uma turma em particular ou mesmo apenas um único aluno é facilitada.
Afinal, os dados, sobretudo quando aliados a ferramentas tecnológicas que facilitam sua interpretação, revelam diversas informações a respeito do aprendizado dos estudantes, possibilitando inclusive a comparação com outros grupos ou o acompanhamento ao longo do tempo.

Use casos de sucesso para motivar a equipe

Um dos maiores riscos de se reunir professores e coordenadores para debater sobre as dificuldades de aprendizagem dos alunos é deixar que a reunião se torne desmotivante.
Para evitar o desânimo, é importante levar em consideração tanto os pontos negativos quanto positivos dos casos apresentados. Dessa maneira, é importante  entender o que tem trazido bons resultados e ressaltar os exemplos de sucesso.
Revisitar a história de estudantes que conseguiram superar suas dificuldades e compartilhar o progresso dos alunos são excelentes maneiras de aumentar as perspectivas dos professores, dando-lhes mais motivação e esperança, assim como trazer possíveis modelos a serem seguidos no futuro.

7. Passo a passo: como conduzir um conselho de classe

Reúna e simplifique os dados levantados ao longo da etapa

Antes de tudo, será preciso reunir as informações coletadas nos últimos meses, seja na forma de relatórios, dados ou formulários.
Essa tarefa pode ser realizada pelos coordenadores ou pelo diretor, que também deverá destacar as informações mais importantes, transformando-as, sempre que for relevante, em gráficos, sinopses, conclusões e outras formas de se condensar o resultado em questão.

Defina as principais pautas a serem discutidas

A partir da simplificação dos dados, o diretor poderá formular uma lista com as pautas mais importantes e os assuntos que devem ser debatidos durante o conselho de classe.
Alguns exemplos são:
Para cada um desses tópicos, podem-se discutir, por exemplo, os pontos mais importantes, as possíveis soluções e melhorias e o papel de cada profissional nessas novas estratégias.

Prepare os participantes antes do encontro

O próximo passo consiste em compartilhar as pautas e as principais informações que serão consideradas no encontro com os participantes, a fim de que eles já possam começar a refletir sobre as questões que serão tratadas.

Mantenha o foco durante as discussões

No dia do conselho, é interessante contar com um profissional dedicado a manter a conversa centrada nas pautas listadas anteriormente. Dessa forma, evita-se estender a reunião demasiadamente e diminui-se o risco de que algum problema importante acabe não sendo abordado pela falta de tempo.

Dê voz a todos os presentes

Durante o conselho, para manter a gestão democrática, é importante que todos os participantes tenham oportunidades iguais de se manifestar. Sendo assim, pode-se estabelecer um limite de tempo para a fala de cada um e pedir a quem estiver dirigindo a discussão que vá anotando o nome de todos os que quiserem contribuir.

Resuma as deliberações tomadas e repasse-as

Após a realização do conselho de classe, é importante registrar de maneira resumida o que foi discutido e decidido na reunião. Essas informações devem ser repassadas tanto para os participantes, quanto para os membros do corpo docente que não estavam presentes.
Essas informações serão úteis para lembrar os profissionais, ao longo da próxima etapa, das novas estratégias que deverão ser adotadas por eles. Além disso, elas ajudarão a construir uma visão de longo prazo sobre os assuntos abordados, servindo de fonte de consulta sempre que necessário.

Conclusão

Quando bem planejado e executado, o conselho de classe se torna uma ferramenta extremamente valiosa no aprimoramento constante dos resultados e da própria gestão da escola.
A gestão escolar, em especial o diretor, é responsável por vários setores da instituição. São diversas as responsabilidades e os desafios da rotina escolar que devem ser considerados para que a escola funcione adequadamente e alcance seus objetivos.

sexta-feira, 8 de março de 2019

Como prevenir a Meningite



Meningite na escola, o que o professor e pais precisam saber? 



Meningite na escola, o que o professor e pais precisam saber?


Meningite na escola, o que o professor e pais precisam saber? Crianças estão mais susceptíveis a adquirir infecções, especialmente dentro de ambientes escolares, onde o risco está associado as características ambientais, e aos hábitos que facilitam a disseminação de doenças como levar mãos e objetos à boca, contato com outras crianças, uso de fraldas, imaturidade do sistema imunológico e vacinação incompleta.
As doenças mais comuns com risco aumentado de transmissão em unidades escolares são: gripes, resfriados, infecções do ouvido, meningites, diarreia, hepatite viral tipo a, citomegalovírus, herpes simples, escabiose (sarna) e pediculose (piolho).
Medidas simples de prevenção poderão ser adotadas a fim de prevenir a transmissão destas doenças, e iremos discutir essas medidas mais à frente nesta matéria.
O tema que abordaremos hoje será a meningite!

O que é meningite?


Como o próprio nome já indica, a meningite é um processo inflamatório (do grego itis ou ite=inflamação) das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por diversos agentes infecciosos, como bactérias, vírus, fungos e protozoários.
Porém, as infecções bacterianas e virais são as mais graves, devido a capacidade de ocasionar surtos e, no caso da meningite bacteriana, o agravamento dos casos principalmente em crianças.
No brasil, a meningite é considerada uma doença endêmica, isto é, que é peculiar ao nosso país, que faz parte da nossa característica local. Sendo assim, casos da doença são esperados ao longo de todo o ano, ocorrendo surtos e epidemias ocasionais. O mais comum é a ocorrência das meningites bacterianas no inverno e as virais no verão.
Os grupos de crianças mais susceptíveis a adquirir a meningite são:
  • Bebês, especialmente aqueles com menos de dois meses de idade onde o sistema imunológico não está bem desenvolvido e as bactérias podem entrar na corrente sanguínea mais facilmente.
  • Lactentes (fase de amamentação) até um ano de idade
  • Crianças com recorrência de sinusite
  • Crianças com ferimentos recentes e graves na cabeça e fraturas no crânio
  • Crianças com cirurgia recentes no cérebro

Considerando a gravidade do assunto e que 50% das ocorrências se concentram na faixa etária entre 0 e 5 anos, a Sociedade Brasileira de Pediatria chama a atenção para alguns aspectos importantes, como a necessidade de atenção redobrada aos lactentes, que integram o grupo de maior risco.

Dados atualizados em maio de 2015 demostram que no brasil foram notificados 25.898 casos suspeitos, sendo constatados 17.434 casos, destes 5.848 bacterianas e 8.261 casos virais, 2.522 não especificadas e 767 de outras causas.

Meningite bacteriana:

A suspeita da meningite causada por bactéria é considerada uma emergência médica e deve ser tomada uma ação imediata para identificar o agente causador e iniciar o tratamento.
As principais bactérias causadoras de meningite na infância são:

  • Hemófilus influenza b (hib)
  • Pneumococo
  • Meningococo

E vacinas contra essas bactérias atenuadas já fazem parte do calendário do ministério da saúde:

CALENDARIO BASICO DE VACINAÇÃO DE CRIANAS

Sinais e sintomas da meningite bacteriana:

A manifestação da meningite bacteriana poderá variar de acordo com a faixa etária da criança ou adolescente, sendo os mais comuns:

  • Dor de cabeça
  • Vômitos
  • Má alimentação
  • Choro
  • Hipotermia (queda da temperatura) ou febre: dependendo da maturidade do bebê
  • Rigidez de nuca (dificuldade de dobrar o pescoço para frente)
  • Convulsões (geralmente o sinal inicial)
  • Irritabilidade
  • Agitação
  • Fotofobia (sensibilidade a luz)
  • Delírio
  • Tonturas

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E, em casos graves, manchas vermelhas na pele que podem sugerir infecção meningocócica e drenagem auricular (do ouvido) que pode sugerir infecção pneumocócica.

PETEQUIAS E PÚRPURA EM CASO DE MININGITE BACTERIANA
Fonte: Newshealthy
As crianças menores de um ano podem apresentar além da febre, falta de apetite, apatia, choro agudo e persistente, irritabilidade, e rigidez corporal com ou sem convulsões.
É uma doença que pode evoluir para um quadro muito grave desde alterações menos evidentes como problemas cognitivos e comportamentais, podendo evoluir para acometimentos neurológicos, perda auditiva, convulsões, déficits motores, hidrocefalia, retardo mental e até a morte.
É muito importante a avaliação precoce dos sinais e sintomas pelo médico, pois quanto mais cedo for iniciado o tratamento mais chance de sucesso na recuperação.

Meningite Viral:

Também conhecida como meningite asséptica, é causada por muitos vírus diferentes, incluindo o arbovírus, vírus da herpes simples, citomegalovírus, e os enterovírus (vírus que habitam os intestinos), são os mais comuns causadores de meningite viral.
Os sinais e sintomas são semelhantes aos da meningite bacteriana, porém a duração é mais curta e costumam não apresentar qualquer complicação.
O tratamento é relacionado aos sintomas (sintomático), e poderão ser administrados antibióticos até que se estabeleça um diagnóstico definitivo.
A criança também poderá permanecer em ambiente “isolado” no hospital por precaução até que se descarte a possibilidade de ser meningite bacteriana.

Diagnóstico da meningite:

O diagnóstico é realizado através da punção lombar (onde aspira-se o líquor da medula espinhal) e coleta de sangue. Através destas avaliações é possível determinar não só a existência de meningite, como também a sua causa (viral, bacteriana, fúngica, protozoários).
Com o diagnóstico e tratamento imediato, sete em cada dez crianças com meningite bacteriana recuperam-se sem qualquer complicação. No entanto, lembre-se que a meningite é uma doença potencialmente fatal, e cerca de dois em cada dez casos, pode levar a graves problemas do sistema nervoso, surdez, convulsões, paralisia dos braços ou pernas, ou dificuldades de aprendizagem. Devido à evolução de a meningite progredir rapidamente, esta deve ser detectada mais cedo possível e tratada precocemente.

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Transmissão da meningite:

A transmissão ocorre pela via respiratória de uma pessoa a outra, através da tosse, espirros e contato com materiais que tenham sido expostos às secreções corpóreas contaminadas.
Devemos nos atentar que a transmissibilidade fecal-oral também pode ocorrer na meningite viral.
  

Tratamento da meningite:


Meningite bacteriana:
O tratamento da meningite dependerá do agente infeccioso.
Para a meningite bacteriana é necessária a internação hospitalar imediata para realizar o tratamento com antibióticos específicos, administração de fluidos e observação cuidadosa das complicações.

Meningite viral:
Já na meningite viral, não são necessários antibióticos e, muitas vezes, não há internação.
O tratamento é focado no controle dos sintomas geralmente com antitérmicos (redução da ferbre) e antieméticos (alívio de enjoos, náuseas e vômitos). O quadro torna-se mais preocupante em crianças menores de 3 meses de idade.


Medidas de prevenção para meningite:


Essas medidas também se aplicam para prevenir a transmissão de outras doenças comuns em unidades escolares, são medidas simples que quando instituídos promovem um ambiente escolar mais seguro e saudável para crianças e adolescentes:
PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.1

Sempre solicitar carteira de vacinação dos alunos e conferir se as doses estão em dia.
Os lactentes que iniciam o esquema vacinal entre 2 e 5 meses devem receber três doses, com intervalos de pelo menos dois meses entre elas, e um reforço aos 12 meses.
Se as aplicações começarem no período dos 6 aos 11 meses, são necessárias apenas duas doses, com dois meses de intervalo, e um reforço no segundo ano de vida.
Vale o mesmo para crianças de 1 a 10 anos, mas sem necessidade de reforço, assim como para adolescentes e adultos, com a diferença de que, para eles, o intervalo é de apenas um mês entre as aplicações.
PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.2
Higienização das mãos é a medida mais econômica e simples na prevenção de doenças, e deve ser realizada com técnica adequada, conheça o passo-a-passo recomendado pela Anvisa aqui
Confira um vídeo de demonstração da técnica correta de retirada das luvas de procedimento:
.

Quando as mãos devem ser higienizadas na unidade escolar?
  • Ao chegar ao trabalho;
  • Antes de preparar os alimentos;
  • Antes de alimentar as crianças;
  • Antes das refeições;
  • Antes e após cuidar das crianças (troca de fralda, limpeza nasal, etc.);
  • Após tocar em objetos sujos;
  • Antes e após o uso do banheiro;
  • Após a limpeza de um local;
  • Após remover lixo e outros resíduos;
  • Após tossir, espirrar e/ou assuar o nariz;
  • Ao cuidar de ferimentos;
  • Antes de administrar medicamentos;
  • Após o uso dos espaços coletivos

Ensinar as crianças a lavar as mãos:
  • Antes das refeições;
  • Após o uso do sanitário;
  • Após brincar com areia, terra, na horta, com tinta ou em outras situações em que as mãos possam estar sujas.

Crianças do berçário devem ter suas mãos lavadas por um adulto, o que poderá ocorrer no momento da troca de fraldas (assim elas poderão associar desde muito cedo que é preciso lavar as mãos após fazer xixi o cocô). Outro momento é antes de oferecer os alimentos.

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.3
Orientar os familiares dos alunos
E reforçar sempre que possível que crianças doentes não deverão ser deixadas na escola, pois trata-se de um ambiente coletivo e seu afastamento durante esse período diminui a chance de transmissão de doenças para as outras crianças.

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.4
Manter os ambientes bem arejados, iluminados e limpos

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.5
Instituir protocolo para higienização dos brinquedos (conforme as recomendações da Vigilância Sanitária)

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.6
Em casos de afastamento por doenças transmissível, os familiares deverão apresentar atestado médico autorizando o retorno desta criança para escola

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.7
Cuidados com colchões e travesseiros
Colchões e travesseiros deverão ter revestimento impermeável que facilite a limpeza e desinfecção com álcool 70% a cada turno, ou após o contato com fluídos corpóreos (retirar excesso com papel toalha, limpeza com água e sabão e desinfecção com álcool 70%).

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.8
Cuidados com os brinquedos
Os brinquedos deverão ser de material de fácil limpeza e desinfecção, deverão ser colocados em local separado após a utilização (local exclusivo para brinquedos sujos).
Só poderão retornar para brincadeiras os brinquedos que forem higienizados com água e sabão com escova de uso exclusivo, deixados expostos para secar sob superfície protegida com papel toalha e então acondicionados na caixa de brinquedos limpos

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.9
Cuidados com as banheiras
As banheiras deverão ser higienizadas com água e sabão após cada uso, depois de secas deverá ser aplicado álcool 70% com papel toalha.

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.10
Disponibilizar equipamentos de proteção individual para todos os colaboradores

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.11
Os bebedouros deverão ser lavados diariamente com água e sabão e utilizada solução para desinfecção conforme recomendação do fabricante

PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.12
Profilaxia em caso de contato com pessoas contaminadas
Ao entrar em contato com pessoas contaminadas é importante realizar uma avaliação médica, pois poderá ser recomendado iniciar tratamento profilático (tratamento preventivo) com antibióticos nas primeiras 24 horas (quando tiver contato com pessoas contaminadas com a meningite bacteriana). A profilaxia reduz em 95% a chance de infecção.
PRIMEIROS.SOCORROS.ESCOLA.CRECHE.SEGURA.13
Reconheça os sinais e sintomas
É muito importante que familiares e cuidadores de crianças conheçam os sintomas da meningite, para poder intervir de forma rápida e encaminhar a criança para avaliação médica.

Quer tornar o ambiente escolar mais seguro e que promova saúde? Conheça outras medidas de segurança e saúde neste artigo aqui


Curiosidade

Todos os casos suspeitos ou confirmados de meningite devem ser notificados às autoridades competentes, por profissionais da área de assistência, vigilância, e pelos de laboratórios públicos e privados, através de contato telefônico, fax, e-mail ou outras formas de comunicação. A notificação deve ser registrada no sistema de informação de agravos de notificação (sinan), por meio do preenchimento da ficha de investigação de meningite.

Confira um vídeo explicativo que poderá ser utilizado para levar o tema para sala de aula, e trata a importância da vacinação para prevenção da meningite :

Sobre as autoras:


AUTORA LETICIA A MAIRA
RODAPE SOU PROFISSIONAL 2

Bibliografia

  • AMERICAN ACADEMY OF PEDIATRICS. MENINGITIS. Disponível em: https://www.aap.org. Acesso em: 03/07/2016.
  • ANTONIUK, S.A. et al. Meningite bacteriana aguda na infância: fatores de risco para complicações agudas e sequelas. Jornal de pediatria (rio de janeiro), 87(6): 535-40 2011.
  • Centro de vigilância epidemiológica. Protocolo de coleta para o diagnóstico laboratorial dos enterovírus. Rev Saúde Pública; 40(1): 65-70,2006.
  • MANTESE, O.C. et al. Perfil etiológico das meningites bacterianas em crianças. Jornal de pediatria (rio de janeiro), 78(6): 467-74 2002.
  • MINISTÉRIO DA SAÚDE. Vigilância de A-Z. Meningite. Ministério da Saúde, Acesso em: 03/07/2016.
  • SECRETARIA DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE. Perfil epidemiológico brasil e mundo. Grupo técnico de vigilância das meningites. Porto Alegre.  Acesso em: 03/07/2016.
  • SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Meningite. SBP. Acesso em: 03/07/2016.
  • DEPARTAMENTO CIENTÍFICO DE PEDIATRIA AMBULATORIAL DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE PEDIATRIA. Meningite. SBP. Acesso em: 03/07/2016.
  • AGENCIA NACIONAL DE VIGIÂNCIA SANITÁRIA. Orientações da Vigilância Sanitária para Instituições de Educação Infantil, Prefeitura de Belo Horizonte, 2013.
  • AGENCIA NACIONAL DE VIGIÂNCIA SANITÁRIA. Técnica de higienização das mãos. ANVISA, 2011.
  • MARANHÃO, D. G.; VICO, E. S. R. Um ambiente seguro e saudável na Educação Infantil. Rev Avisalá, ed. 22, 2005.
  • SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO DE DIADEMA. O cuidar na escola de educação infantil: Manual de orientação aos profissionais das escolas de período integral, Prefeitura do Município de Diadema, 2012.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Informativo do Transporte Escolar




Prezadas Famílias!
Este informativo tem o objetivo de estabelecer comunicação e trazer informações sobre o programa de transporte Escolar no Município de Trombudo Central. Em nossa cidade o   transporte é   regido   pela lei 1809 de 26 de novembro de 2013 , possível de  acessar no site da Prefeitura.
A carteirinha do passe escolar deve permanecer sempre na bolsa   do aluno ou criança pois contém informações de contato telefônico que podem ser necessários ao motorista. Solicitamos que ensinem seus filhos como devem se comportar dentro dos veículos, evitando transitar com o braço ou a cabeça fora da janela, bem como a cordialidade e o tom de voz necessário para interagir   com os amigos.  Aos alunos que não se comportarem devidamente nos carros ou envolverem-se em brigas   e destruição do patrimônio público o direito ao transporte será suspenso até que a família venha   na Secretaria de Educação conversar sobre a situação e tomar as devidas providências.
É de responsabilidade dos pais ou responsáveis o embarque e desembarque   nos veículos escolares nos pontos e horários previstos. No caso de crianças menores de 07 anos não serão entregues nos pontos caso não haja alguém responsável para recebe-la, fará   a rota completa e desembarcará na Secretaria de Educação para sua segurança.
 Sabemos da importância do programa de transporte escolar para o acesso   a Escola,   estamos para oferecer transporte com segurança e  contamos com o apoio das famílias. Queremos contribuir para a formação de cidadãos que saibam conviver em sociedade.  Qualquer dúvida estamos à disposição
Solicitamos assinatura deste informativo para ficar anexado no Centro de Educação.

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Trombudo Central , 28 de fevereiro de 2019
Solicitamos que todas as famílias que receberem este informativo, façam a leitura, conversem com seus filhos e retornem assinado para o Centro de Educação.


Aquisição de livros de história infantil para os CEIs do Município de Trombudo Central. Os professores do CEI Gente Miúda e seus pequenos, p...